Seminar
Victoria Brooks, Evan Calder Williams
I Burn the Way Money Burns: 1980s Experimental Feminist Film
Shard Cinema
07.-09.07.2015

Maumaus

Uranium Hex, Sandra Lahire (1986). Cortesia LUX, Londres.

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Victoria Brooks
I Burn the Way Money Burns: 1980s Experimental Feminist Film

O poema “The Breast”, de Anne Sexton, termina com a frase “I burn the way money burns”, sugerindo a natureza complexa e contraditória da natureza do desejo feminino, apontando, especificamente, para o papel estruturalmente imposto a que pertence – não só de amante, mas de zeladora e mãe. Os cinco filmes, selecionados a partir de uma década de produção audio- visual contida nos arquivos de filmes de artistas britânicos que fazem parte da LUX e da Cinenova, vão além do confronto com essa natureza dual do trabalho da mulher. Através da experimentação formal do som e da imagem, também perspetivam o que Lis Rhodes descreve como “geometry of creeping lines”, que inscrevem a relação social de reprodução no próprio espaço. Lutando com essas múltiplas escalas temporais do trabalho feminino, estes filmes recorrem a uma vasta diversidade de técnicas para dar uma forma visível à dificuldade real de representar o trabalho doméstico e o tempo não remunerado. Através das lentes de uma câmara “genderizada”, focam detalhes e padrões desses processos subjacentes de modo a oferecer imagens inovadoras do quotidiano e dos padrões intermináveis do trabalho no feminino. Estes filmes, raramente exibidos, serão visionados e colocados no contexto internacional do feminismo britânico, italiano e das diásporas, com particular ênfase nas pioneiras teorias italianas do trabalho doméstico emergentes nos anos 70 e nas teorias feministas do espaço associadas ao pensamento de Doreen Massey e Giuliana Bruno.

Victoria Brooks trabalha como curadora de projetos de “time- -based art“ no EMPAC do Rensselaer Polytechnic Institute (Nova Iorque), onde comissariou: Andros Zins-Browne + Karthik Pandian, Charles Atlas, Silas Riener + Rashaun Mitchell, Isabelle Pauwels, Lucy Raven, Rosa Barba e Tarek Atou, entre as recentes e próximas apresentações. É cofundadora (com Evan Calder Williams e Lucy Raven) do coletivo de pesquisa e produção Thirteen Black Cats, e é curadora residente no LUX (Londres). Em 2013 iniciou The Jaffe Colloquia, série de seminários em torno da condição e perspetivas das “time-based arts”. Antes do seu trabalho no EMPAC, fundou, com Andrew Bonacina, a plataforma curatorial itinerante The Island, foi cocuradora do programa mensal de filmes de artistas na Serpentine Gallery (Londres), e programadora regular na Calder Foundation e na artnoair.org (ambas em Nova Iorque).


Evan Calder Williams
Shard Cinema

Partindo da recolha e pesquisa para o seu próximo livro, Shard Cinema, uma arqueologia das imagens em movimento contem- porâneas através das tecnologias, técnicas e o trabalho que as articula, Evan Calder Williams argumenta que, com a crescente proeminência da composição digital, as imagens em movimento estão a sofrer uma mudança tão significativa como os progres- sos técnicos do passado: o movimento de câmara, o som ou a cor. A composição digital levou ao colapso da alegada separa- ção entre cinema e animação, que Williams considera como um enquadramento crucial através do qual as imagens em movi- mento foram lidas durante o século XX. Williams posiciona-se contra a corrente dominante de que os filmes, os videojogos e os espetáculos digitalmente manipulados são menos “reais”, por não serem rodados nos locais e, consequentemente, menos capazes de revelar as estruturas sociais e espaciais do capitalismo. O autor afirma o oposto: o modo como essas imagens revelam – e abordam – os seus próprios processos de criação, mostra-nos uma relação triangular, particularmente forte, entre produção, produto e trabalho de bastidores. Desta forma, estas imagens são parte de uma difusa “educação estética” em que somos ensinados a atribuir sentido a uma extraordinária montagem de dados, dinheiro, tempo e técnica, constituindo um novo paradigma visual em que o fluxo de trabalho e a obra de arte são cada vez mais semelhantes.

Evan Calder Williams é escritor, teórico e artista. É o autor de “Combined and Uneven Apocalypse” e “Roman Letters”, assim como de dois livros que tem no prelo para 2015, “Shard Cinema” e “Donkey Time”. Contribuiu com textos para as publicações: Film Quarterly, The New Inquiry, Historical Materialism, La Furia Umana, The Italianist, World Picture e Third Rail, e colabora como editor para a Viewpoint Magazine. Apresentou filmes, performance e trabalhos sonoros na Serpentine Gallery (Londres, 2014); Montreal International Festival du Nouveau Cinéma (2014); Artists Space (Nova Iorque, 2013); Tramway (Glasgow, 2012); e no Whitney Museum (Nova Iorque, 2012), entre outros locais. Durante 2015 é artista residente no ISSUE Project Room (Nova Iorque) e leciona no Bard College’s Center for Curatorial Studies (Nova Iorque). Williams é cofundador (com Victoria Brooks e Lucy Raven) do coletivo de pesquisa e produção Thirteen Black Cats.



























































































































































































































Maumaus

Campo dos Mártires da Pátria, 100 - 1º esq.
1150-227 Lisboa, Portugal

Tel: + 351 21 352 11 55
maumaus@maumaus.org

Avenida António Augusto de Aguiar, 148 - 3º C
1050-021 Lisboa, Portugal

Seminar
Alan Read
The Dark Theatre:
Conditions of the Irreparable
11.-13.03.2020, 11 am, 2 pm

Auditorium Goethe-Institut, Lisbon

Seminar
Sjoerd van Tuinen
The Return of Mannerism: Art, Philosophy, Art History
23.-25.03.2020, 11 am, 2 pm

Auditorium Goethe-Institut, Lisbon

Fogo Island Dialogues
Atlantic Codes
November 8–9, 2019

Calouste Gulbenkian Foundation, Padrão dos Descobrimentos, Lumiar Cité


Lumiar Cité

Rua Tomás del Negro, 8A
1750-105 Lisboa, Portugal
Wednesday to Sunday, 3pm to 7pm
and by appointment
Tel: + 351 21 755 15 70 | 21 352 11 55
lumiar.cite@maumaus.org

Ao descer a escada
Há um degrau p’ra me sentar.
Não há outro degrau
Onde descansar.
Não estou lá em baixo
Nem lá em cima estou.
Estou é na escada
Onde sempre estou.

Ao subir a escada
Não estou em cima, nem em baixo.
Não estou na creche,
Nem mesmo no sopé, acho.
Ideias estranhas começam a girar
Na minha cabeça
Fora do lugar!

Tonio Kröner
09.11.2019 - 02.02.2020

25.01 | 17h00 Talk with Tonio Kröner, Simon

Thompson, Jürgen Bock


Upcoming exhibition:

Judith Barry
All the light that's ours to see

In line with revised recommendations from the authorities, we are postponing the exhibition, which was scheduled to open on 28 March. A new date will be communicated in due course.


In cooperation with Lumiar Cité:

Tiffany Chung
Thu Thiêm: an archaeological
project for future remembrance
08.06. - 08.09.2019

Johann Jacobs Museum



Maumaus / Lumiar Cité
is funded by Ministério da Cultura / Direção-Geral das Artes. With the support of Câmara Municipal de Lisboa and Junta de Freguesia do Lumiar

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